sexta-feira, 12 de junho de 2015

Grupo Sol comemora três anos de prática do Lian Gong



Nada melhor que um cenário natural de rara beleza para celebrar o encontro e a amizade. Foi pensando nisso que o Sol, grupo de Lian Gong vinculado ao Centro de Saúde Itamarati, na região da Pampulha, realizou um passeio no final de maio à cachoeira Véu da Noiva, na Serra do Cipó, com o objetivo de comemorar seus três anos de existência.

O passeio também contou com a presença de integrantes de outro grupo do centro de saúde, o Flor de Lótus, e reuniu 50 pessoas, principalmente da terceira idade, que celebraram com muita música e dança a oportunidade de estarem juntos. A participação especial ficou por conta do cantor Anderson Alves, que animou bastante a turma.

A maioria dos participantes mostrou que está com o condicionamento físico em dia, pois conseguiu completar a trilha até a cachoeira.

De acordo com a coordenadora e instrutora da atividade, Rosário Arruda, o contato com a natureza tem sido essencial na prática do Lian Gong, pois proporciona momentos inesquecíveis. “Nos divertimos muito durante os passeios. Algo que muitos praticantes não tinham a oportunidade de vivenciar. Em nome do Grupo Sol, agradeço a todos aqueles que nos apoiam para tornar realidade nossos projetos, e especialmente pela amizade construída ao longo desse tempo.”, destaca.

Prática do bem-estar

O Lian Gong é uma prática corporal oriental que integra a tradição milenar das artes corporais chinesas aos modernos conhecimentos da medicina ocidental. Essa prática melhora o funcionamento dos órgãos internos, estimula a percepção dos sentidos, trabalha as emoções e o prolongamento da vida com qualidade. A atividade proporciona aos participantes a melhoria da qualidade de vida, por meio da convivência e da prática de atividade física. Além disso, previne e trata as dores no corpo, melhora a qualidade do sono, aumenta a disposição geral e contribui para o controle do diabetes, hipertensão arterial e outras doenças crônicas.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Identidade negra é tema de fórum na Pampulha



A Regional Pampulha realizou, por meio do Grupo Gestor de Promoção da Igualdade Racial (GGPIR), no dia 21, no Centro Cultural Pampulha (Avenida Expedicionário Paulo de Souza, nº 185, Urca), o Fórum de Promoção da Igualdade Racial com o tema: “Crespo ou enrolado: Construindo a identidade negra no Brasil”. Compareceram mais de 100 pessoas, entre estudantes das escolas municipais Alice Nacif e Aurélio Pires, funcionários e convidados.

A abertura do Fórum foi feita pelo gerente do Centro Cultural Pampulha, Marcelo Derussi, que parabenizou os estudantes, ressaltando a importância de refletir sobre a discriminação racial e as formas de combatê-la. Professor de capoeira, Mestre Renê fez apresentação da arte da Capoeira Angola, mostrando alguns toques tradicionais no berimbau. Utilizando a técnica da contação de histórias com personagens e costumes africanos, a professora, pesquisadora e escritora Madu Costa destacou que é preciso conhecer a história e a trajetória dos povos africanos como forma de valorizar a cultura afro: “O sentimento de pertencimento ajuda a superar as dificuldades diante do preconceito. Quanto mais conhecemos nossa história, mais ela será respeitada por nós e pelos outros”, disse.

O tema do encontro foi tratado pela professora da Educação Infantil e técnica da Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial (CPIR), Soraia Feliciana Mercês que apresentou os conceitos de identidade, beleza, feiura e aparência. “O enfeiamento do negro é consequência de um processo histórico e cultural de desvalorização destes povos.


Precisamos combater as práticas racistas e aceitar como válidos o conhecimento e a cultura do outro. Não podemos desqualificar ninguém por sua aparência.” A professora ressaltou também a importância do envolvimento de todos na luta contra a discriminação racial: “Estamos na Década Internacional dos Afrodescendentes que traz como lema: a justiça, a igualdade e o reconhecimento. Devemos aproveitar a oportunidade para refletir e avaliar as conquistas e realmente promover a igualdade racial no país”, finalizou.

De uma maneira simples como só as crianças sabem se expressar, a estudante Izabella Oliveira Silva, 10 anos, da E.E. Jornalista Jorge Paes Sardinha, mostrou que a palestra alcançou seu objetivo: “Foi legal. Entendi que a gente não pode julgar as pessoas pelo jeito que elas são.” Gerente Regional de Atenção à Saúde e integrante do GGPIR Pampulha, Vanessa Fileto acha importante provocar a discussão sobre esta temática em todos os espaços possíveis, principalmente com a juventude: “Falar sobre a identidade negra nos espaços sociais, é possibilitar a valorização desta cultura, a quebra de tabus, a discussão sobre o racismo e todas as questões complexas que envolvem o tema. Desvelar a apregoada expressão ‘igualdade de raças’ é, a meu ver, o que permitirá realmente constituirmos uma sociedade igualitária.”

Regional Pampulha integra a campanha de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes



18 de Maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Nesta data, vários setores da Prefeitura de Belo Horizonte se mobilizaram por meio de ações efetivas a fim de combater a pedofilia e a exploração sexual de crianças e adolescentes no país.

Com o objetivo de despertar a população para o combate à violência sexual contra crianças e adolescentes, a Regional Pampulha, por meio da Comissão Operativa Local (COL-P), realizou, no dia 18/05, uma importante ação na praça do São José (Avenida João XXIII, s/nº). Aproximadamente 150 estudantes das escolas municipais Ignácio de Andrade Mello (no bairro São José), Marlene Pereira Rancante e Júlia Paraíso (ambas localizadas no bairro Alípio de Melo) participaram da ação.

A ação, planejada pela COL-Pampulha, teve a colaboração das escolas municipais e a importante participação dos estudantes. Saindo das escolas em direção à praça, os alunos fizeram uma caminhada, entregando para a comunidade flores amarelas confeccionadas por eles próprios.



Na praça, os estudantes se assentaram no chão, formando a flor símbolo da campanha, enquanto faziam o apitaço contra a violência. Houve ainda a apresentação de uma música por um grupo de alunos. No percurso de volta para a escola, as crianças, em coro, gritavam o lema: “Amor, educação, violência não”, enquanto as pessoas eram abordadas e orientadas sobre a campanha e a forma de fazer denúncias em caso de suspeita de abuso.

Psicóloga do CREAS Pampulha e integrante da COL-P, Nathalie Divina Cornélio Teixeira ressaltou a importância de convocar a sociedade a participar do combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes: “A informação é a nossa maior arma! O ato do dia 18 de Maio, com a linda participação das crianças, promoveu a sensibilização e a discussão do tema para o fortalecimento da luta em defesa dos direitos das crianças e adolescentes. A colaboração dos integrantes da COL-Pampulha e das equipes das escolas municipais foi muito importante para o sucesso da ação.”

Além dos professores, monitores do Programa Escola Integrada e dos integrantes da COL-Pampulha, o secretário da Regional Pampulha José Geraldo Prado também participou da ação. “É dever do Estado garantir o direito de proteção às nossas crianças e adolescentes. Precisamos não só sensibilizar a sociedade sobre o tema, mas também ensinar as crianças como agir nestes casos”, disse.