terça-feira, 24 de junho de 2014

Baile dos Namorados movimenta comunidade no bairro Serrano



Para celebrar o Dia dos Namorados em grande estilo, o Centro de Apoio Comunitário (CAC) Serrano em parceria com o Grupo de Convivência Cantinho da Amizade (GRUCA), realizaram, no dia 13/06, o Baile dos Namorados. O evento aconteceu no salão de festas do CAC (Rua Tocantins, 445, Conjunto Celso Machado) e contou com a participação de aproximadamente 160 pessoas.

A festa foi animada pelo cantor Márcio Nascimento, que, com repertório romântico, embalou a dança dos casais. Coreografado pela monitora Neusa Santos, o grupo de dança “Danç’Arte” fez uma belíssima apresentação de dança cigana com a participação especial do monitor de dança de salão José Mendes, o “Cigano”, que, aos 72 anos de idade, mostrou força e habilidade nos movimentos. Para valorizar as experiências pessoais, alguns casais relataram suas histórias de amor, relembrando como foi o início de suas trajetórias juntos.

A festa ainda proporcionou uma homenagem à Copa do Mundo FIFA 2014 e à seleção brasileira de futebol rumo ao hexacampeonato, com a ornamentação em verde-amarelo do salão de festas do CAC. Vestida com os trajes típicos da seleção canarinho, Dona Isaura, mesmo na condição de cadeirante, afirmou que não perde nenhum baile: “Eu conto os dias para poder participar das festas aqui. Faço isso com muito orgulho e satisfação porque é uma oportunidade para rever os amigos e relembrar os velhos tempos quando ainda podia andar”, disse.

Gerente do CAC Serrano, Celma Levy falou sobre a satisfação em ver o resultado do trabalho e a importância que os bailes mensais têm para os usuários do CAC: “Estes eventos mantêm o público ativo e participante, mantendo a tradição do espaço para convivência e entretenimento do idoso e seus pares. É muito gratificante ao final, receber o agradecimento de toda comunidade”, afirmou.

Membros da Comforça se reúnem na Pampulha



A Regional Pampulha, por meio da Gerência de Orçamento Participativo, reuniu, no dia 27/05, no auditório da Regional, à Avenida Antônio Carlos, nº 7.596, São Luís, mais de 50 membros da Comissão de Acompanhamento e Fiscalização da Execução do Orçamento Participativo (COMFORÇA) para conhecer o novo organograma e a equipe da Secretaria Municipal Adjunta de Gestão Compartilhada (SMAGC) que irá acompanhar o trabalho das gerências de Orçamento Participativo nas nove regionais.

Gerente de Orçamento Participativo, Míriam Félix Lobo apresentou a nova equipe da Gerência de Planejamento do Orçamento Participativo (GEPOP) da SMAGC que estará responsável pelo acompanhamento da execução das obras aprovadas no Orçamento Participativo em cada Regional. Gerente de Coordenação do Orçamento Participativo, Helcymara Oliveira Kutova explicou que as mudanças estruturais no organograma tem o objetivo de fortalecer o processo do OP: “Vamos aprender o que há de bom em cada Regional e padronizar as ações das gerências regionais. Queremos acertar as próximas etapas e trazer melhorias para o bom andamento de cada empreendimento na cidade”, disse.

Os participantes conheceram a proposta de calendário do OP 2015/2016, além das novas diretrizes para o fortalecimento do Orçamento Participativo. Para finalizar, Miriam Félix apresentou o quadro das obras em andamento na região. Membro da Comforça na Pampulha nos biênios 2011/2012 e 2013/2014, Heron dos Santos Brito acredita que a mudança foi positiva: “A reunião foi muito boa. Inicialmente eu fiquei de ‘pé atrás’ com as modificações, mas, por outro lado, vi que são pessoas que estão mais próximas para cobrar do prefeito”, afirmou.

Maioridade Penal e Liberdade Assistida foram os temas do Fórum da Criança e do Adolescente na Pampulha




Cerca de 40 pessoas estiveram reunidas no dia 10/06, no auditório da Regional Pampulha (Avenida Antônio Carlos, 7.596, São Luís) para discutir sobre a Maioridade Penal e o Serviço de Proteção Social a Adolescentes em Cumprimento de Medidas Socioeducativas em Meio Aberto, programa Liberdade Assistida. O encontro foi realizado pelo Fórum da Criança e do Adolescente na Pampulha e teve a participação de representantes do poder público, da sociedade civil e da rede de proteção à criança e ao adolescente na região.

Analista de Políticas Públicas com atuação no Centro de Referência Especializado em Assistência Social na Pampulha (CREAS-P), Giliane Lopes de Oliveira falou sobre o Serviço de Proteção Social a Adolescentes em Cumprimento de Medidas Socioeducativas em Meio Aberto (Programa Liberdade Assistida), seus objetivos e funcionamento. Psicólogo e especialista em dependência química com atuação no CRAS Leste, Enrico Braga tratou da questão da Maioridade Penal, fazendo um resgate histórico dos modelos de instituições já utilizados no Brasil para cuidar de menores infratores, apresentando também um panorama da época em que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) foi instituído.

Para Enrico, é preciso haver uma reestruturação do sistema para tratar melhor os atos dos adolescentes infratores. “Na época em que foi instituído, o ECA trouxe grandes avanços e foi considerado como uma iniciativa progressista, mas precisa ser revisto. Tanto o poder público quanto a sociedade civil precisam encontrar uma forma de conciliar a particularidade de cada caso com a universalidade da lei e, assim, adequar as penalidades”, disse.

Os participantes assistiram ainda à entrevista da juíza de Direito Dra Valéria da Silva Rodrigues que defende a modificação do ECA e a distinção de prazo de internação por tipo de crime. “É necessário rever o ECA pois o perfil atual do menor infrator é bem diferente de 24 anos atrás, quando estas normas foram instituídas”, afirma.

O público presente apontou aspectos que precisam ser considerados na discussão sobre a redução da maioridade penal. Conselheira Tutelar na Pampulha, Miriam Aparecida Barbosa Marques acha importante discutir também o papel da família: “Muitas vezes temos que penalizar a criança ou o adolescente e não conseguimos responsabilizar a família”. Técnica do Serviço de Proteção à Pessoa com Deficiência na Pampulha, Fabiana Neves de Andrade comentou sobre o fato de não haver no vídeo exibido um representante que defendesse a manutenção da maioridade penal: “A sociedade conhece o menino que praticou um ato infracional, mas não conhece as políticas públicas e recursos voltados para este público”.

Para o psicólogo e um dos organizadores do FOCA Pampulha, Arnor Trindade, o tema ainda gera muitas dúvidas e precisa ser amplamente discutido com a sociedade civil: “Temos uma lei que foi considerada avançada na sua criação, mas não avançamos o suficiente nas políticas públicas de modo a garantir o que está previsto no texto da lei. Talvez a grande questão seja a aplicação da lei e não a mudança dela”, disse.