quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Karaokê de Natal na Pampulha

 
A confraternização de Natal entre os funcionários da Secretaria Regional Pampulha foi animada por um ingrediente inusitado: o karaokê de Natal. Aproximadamente 60 pessoas se reuniram ao cair da tarde de sexta-feira, dia 14, no estacionamento coberto da sede da Regional Pampulha para saborear os caprichados churrasquinhos e mostrar talentos musicais.
 
A princípio tímidos e resistentes, à medida que a noite avançava, muitos se descontraíram e soltaram suas vozes. O secretário municipal da Pampulha, Humberto Pereira de Abreu Júnior, prestigiou a festa e se mostrou bem à vontade: “É bom participar de momentos assim, em que as pessoas estão descontraídas e se soltam, revelando seus talentos.”
 
A confraternização teve um momento de beleza e emoção: o gerente regional de Promoção de Eventos Esportivos, de Recreação, de Lazer e Feiras Pampulha, Cláudio Augusto de Souza, apresentou três estudantes de escolas municipais da região que praticam ginástica aeróbica esportiva. O trio, formado por Caroline Santiago, Maria Eduarda Oliveira e Thamires Silva, é treinado pela técnica e professora Kátia Lemos e faz parte da equipe de Ginástica Aeróbica Esportiva da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da UFMG. Os presentes assistiram a um vídeo com a apresentação feita pelo trio durante o campeonato realizado na Bulgária em maio/2012, onde alcançaram o 6º lugar na categoria infanto-juvenil, concorrendo com mais de 40 países.
 
A secretária adjunta da Pampulha, Júnia Márcia Bueno Neves, ficou encantada com o profissionalismo das meninas e falou da importância de se incentivar a prática esportiva para as crianças. Para Cláudio Augusto, é fundamental divulgar este trabalho e conseguir o apoio de entidades: “Me emociono com a força de vontade destas meninas, que estudam e treinam todos os dias. Elas podem representar o Brasil em competições internacionais, pois estão muito bem preparadas. É maravilhoso também ver a dedicação de suas mães e avós, que são incansáveis para conseguir apoio financeiro para as viagens”, explicou.
 
Para finalizar a confraternização, todos os cantores que participaram do karaokê receberam brindes por sua performance. Servidora da Gerência Regional de Manutenção Pampulha, Maria Aparecida Lima, a Cidinha, aprovou a experiência: “A festa ficou diferente com o karaokê, que animou bastante o pessoal. Foi muito bom participar”, disse.

Papai Noel “tropical” anima confraternização de Natal na Pampulha

 
Em clima de descontração, aproximadamente 90 pessoas, entre usuários, alunos e parceiros se reuniram no auditório do Centro de Apoio Comunitário-CAC São Francisco para a tradicional Festa de Natal, que acontece há 11 anos. A gerente do CAC, Maria Célia Nogueira, falou da importância de se promover a interação entre pessoas com idades e interesses tão diferentes: “Esta é uma oportunidade única para se confraternizar; é um momento muito rico de troca de experiências.”
 
A seguir, todos participaram de um momento de oração feita por Mônica Carôla, membro da Comissão Executiva do CAC e funcionária da Gerência Regional de Promoção de Eventos Esportivos, de Recreação, de Lazer e Feiras Pampulha. Na sequência, o público assistiu à apresentação do Coral Vozes da Pampulha sob a regência do Maestro Edson Félix que, além da habilidade com os coralistas, mostrou que sabe cativar o público com seu entusiasmo. O Coral, composto por funcionários da Secretaria Regional Pampulha e pessoas da comunidade, encantou o público com a cantata natalina “Papai Noel chegou!”, preparada exclusivamente para esta época. A secretária adjunta da Pampulha, Júnia Márcia Bueno Neves, e o chefe de Gabinete, Cláudio Mota Campos, também compareceram para prestigiar o evento.
 
Após a apresentação do coral, os presentes se deliciaram com o almoço feito com capricho pelas mãos habilidosas de Eni das Graças Silva, membro da Comissão Executiva do CAC. Frequentadora das aulas de Lian Gong e da Academia da Cidade que funciona no CAC São Francisco, Ângela Maria Moreira de Carvalho trouxe o neto Pedro Henrique, 10 anos, para aproveitar cada momento: “É a primeira vez que participo desta festa. Estou achando maravilhoso. É difícil ter coisas assim e quando acontece, ficamos encantados”, disse. De sobremesa, todos puderam se refrescar com deliciosos picolés.
 
Terminado o almoço, o público se divertiu com a chegada do Papai Noel “tropical”. O funcionário da Gerência de Atendimento ao Cidadão Pampulha, Roberto Carlos Alves Sousa, pelo segundo ano consecutivo caracterizado como o bom velhinho, distribuiu balas e abraços a todos. “Encontro aqui um espaço para realizar meu sonho de criança. Além disso, é mais uma oportunidade para promover a igualdade racial e quebrar aquela imagem de Papai Noel branco”, disse Roberto Carlos.
 
Para finalizar a confraternização, houve o sorteio de vários brindes. Marriete Alves Evangelista, funcionária terceirizada da empresa MGS e que presta serviço no CAC, estava animada: “Achei o máximo. É importante realizar este evento porque traz união entre as pessoas. Me diverti muito e até ganhei uma caixa de bombom no sorteio”, contou.

Promoção da saúde da população negra é discutida na Pampulha



A saúde da população negra foi tema de work shop realizado nos dias 05 e 06/12, com a participação de 133 profissionais das áreas de saúde e educação, entre eles os Agentes de Combate a Endemias-ACE, Agentes Comunitários de Saúde-ACS e os assistentes de apoio ao Programa de Saúde na Escola-PSE. A ação, realizada pelo Grupo Gestor de Promoção da Igualdade Racial na Pampulha-GGPIR, finalizou as comemorações do mês da Consciência Negra para os diversos públicos atendidos pela Regional Pampulha.

Com o objetivo de produzir diagnóstico para traçar perfil epidemiológico da população negra, a ação teve caráter formativo e foi conduzida de maneira a provocar os profissionais presentes a promover a igualdade racial no seu ambiente de trabalho. Para Cláudia Rodrigues Miranda, referência técnica da Gerência Regional de Atenção à Saúde Pampulha e membro do GGPIR-Pampulha, esta formação foi muito importante: “Nosso objetivo foi fornecer elementos para que estes profissionais tenham uma visão crítica da realidade, se tornando agentes de transformação que contribuem para uma sociedade menos discriminatória”, disse.
 
A ação teve início com a exibição do vídeo do Unicef “Por uma infância sem racismo”, que traz dados da vulnerabilidade de crianças negras no Brasil e questiona sobre a discriminação racial. Os presentes contribuíram com depoimentos sobre seu cotidiano, no qual observaram ou vivenciaram situações de racismo. Hilda Camilo de Almeida, agente comunitária de saúde do Centro de Saúde Santa Amélia, relatou uma experiência pessoal e concluiu: “As pessoas são intolerantes às diferenças, é por isso que vemos tantos absurdos por aí.”
 
A seguir, a educadora e coordenadora do GGPIR-Pampulha, Rosane Pires propôs reflexões, mostrando imagens do continente africano que desmistificam preconceitos sobre o povo e a cultura afro. Júlio Cézar Pereira, agente de combate a endemias do Centro de Saúde Padre Maia, contribuiu muito com a discussão e disse entender que, mesmo com tanta desigualdade racial, houve avanços: “Apesar das diferenças, hoje temos negros ocupando importantes cargos na sociedade, na esfera jurídica, cultural e política. Mesmo que isso já demonstre alguma mudança, sei que precisamos avançar mais”, falou.
 
Cláudia Miranda apresentou dados da saúde da população negra, segundo o IBGE. A doutora Cecília Accioly, médica generalista da Secretaria Municipal de Saúde e a professora Míriam Oliveira da Secretaria Municipal de Educação, ambas atuando em função do Programa Saúde na Escola-PSE, abordaram sobre este programa na cidade e, especificamente na Pampulha. Míriam explicou que a proposta é fazer com que a escola também seja promotora da saúde de seu público: “Nossos alunos estão na faixa etária de 6 a 14 anos. É fundamental acompanhá-los a fim de detectar precocemente possíveis problemas de saúde e evitar agravos”, disse.
 
A agente comunitária de saúde do Centro de Saúde Santa Amélia, Joelma de Oliveira Firmino, aprovou a formação: “Valeu muito estar aqui porque entendi a importância de se preencher o quesito raça/cor no nosso cadastro. Além disso, aprendi bastante com as informações que nos passaram.”
 
Para Valéria Jane de Almeida Dutra, técnica da Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial-CPIR que acompanha as ações de promoção nas Regionais Norte, Pampulha e Venda Nova, explicou sobre o trabalho da CPIR: “Belo Horizonte tem avançado na política de promoção da igualdade racial voltada tanto para a população negra quanto para outros segmentos étnico-raciais na cidade. Este tem sido o trabalho da CPIR que, integrada com outros órgãos da Prefeitura, realiza ações afirmativas para a superação das desigualdades e combate ao racismo”.
 
No dia 06/12, pela manhã, a secretária adjunta da Pampulha, Júnia Márcia Bueno Neves, e a gerente do Distrito Sanitário Pampulha, Vanessa Maria Wilke, participaram do work shop, parabenizando os profissionais pela presença e incentivando-os a promoverem a igualdade racial no local onde atuam.