quinta-feira, 11 de maio de 2017

Paraíso verde





Localizado em uma área de quase dez mil metros quadrados, Centro Propam disponibiliza atividades de educação ambiental para estudantes de escolas públicas e privada


   

Andréa Moreira – Da Regional Pampulha



O ambiente urbano contemporâneo é caracterizado por edifícios altos e construções modernas nos quais predominam vidros e concreto. Sendo uma região recentemente ocupada, o bairro Castelo se configura como um típico exemplo dos bairros novos em Belo Horizonte que recebem grandes empreendimentos. Ainda assim, os moradores podem desfrutar de um local onde a natureza encontra um espaço privilegiado em meio ao avanço da construção civil: o Centro de Educação Ambiental do Programa de Recuperação e Desenvolvimento Ambiental da Bacia da Pampulha (CEA-Propam).

O CEA-Propam está situado em uma área de aproximadamente dez mil metros quadrados, no bairro Castelo. O local foi sede da antiga Fazenda Menezes, de propriedade do Coronel Francisco Menezes Filho, mas, desde 2009, o imóvel foi repassado à Prefeitura de Belo Horizonte mediante um processo de parcelamento do solo. Na área, o verde é predominante. Pode-se contemplar grande variedade de árvores frutíferas e ornamentais como ipês-amarelos, mangueiras, jabuticabeiras e abacateiros, bem como muitos jardins e hortas com verduras e ervas medicinais. 



Além da casa principal, que tem cerca de 80 anos e é remanescente da época em que funcionava a fazenda, há também uma sala de oficina externa, construída para a execução de atividades práticas, como as oficinas de reciclagem de materiais, que buscam desenvolver a criatividade e a capacidade de produzir objetos úteis a partir de materiais a princípio descartados, com o objetivo de reduzir, reutilizar e reciclar o lixo.



No CEA-Propam são disponibilizadas diversas atividades de educação ambiental voltadas para estudantes de escolas públicas e privadas, inclusive de escolas de nível superior, de toda a Belo Horizonte e de cidades vizinhas. Também desenvolvem-se programas voltados para a proteção e recuperação ambiental em toda a bacia hidrográfica da Lagoa da Pampulha.



O CEA conta ainda com uma biblioteca aberta ao público no período de 8 às 17h, de segunda à sexta-feira. Atualmente, 16 pessoas trabalham no local, entre funcionários e estagiários.
  

Coordenador do CEA-Propam, Edinilson dos Santos diz que o trabalho é desafiador: “O Centro de Educação Ambiental, coordenado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, tem seu interesse voltado para qualquer assunto ambiental desenvolvido na bacia hidrográfica da Pampulha, inclusive na cidade de Contagem. Todos os trabalhos procuram dar vida mais longa à Lagoa da Pampulha, um dos marcos mais significativos da cidade, que emoldura as obras arquitetônicas reconhecidas pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade.”


Desde 2010 no CEA-Propam, a analista de políticas públicas Gisela Ribeiro Alves ressalta como o local é privilegiado: “É, sem dúvida, uma opção saudável. Espaço arborizado e tranquilo ajuda a ter mais energia, criatividade e comprometimento com as metas. Colher a fruta direto do pé para fazer o suco da reunião, bem como a erva da horta para o chá da tarde ou admirar, pelos janelões do casarão, a revoada de tucanos em busca de abacates são, sem dúvida, prazeres para poucos que vivem e trabalham numa cidade grande.”

Vizinha do CEA-Propam, Aline Adda Ferreira e seu filhinho Theo de 3 anos são frequentadores da biblioteca: “O lugar é lindo e conta com pessoas maravilhosas. Amamos passear, visitar a biblioteca e trocar experiências com todos. É acolhedor!” 

O CEA-Propam está localizado à Rua Radialista Ubaldo Ferreira, nº 20, no bairro Castelo. Os agendamentos para visitas de estudantes podem ser feitos pelos telefones 3277-7419 e 3277-7422.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Fiscalização da Regional Pampulha articula ações conjuntas para otimizar o controle urbano


Com o objetivo de estabelecer novas parcerias e solucionar os problemas advindos com o mau uso do espaço urbano, a Gerência de Fiscalização Integrada da Regional Pampulha está promovendo encontros com representantes de órgãos públicos e da sociedade civil.


O primeiro deles foi realizado no dia 25/04 e teve a presença de 16 pessoas, entre representantes da Segurança Pública como a PMMG, Delegacia de Meio Ambiente, Delegacia de Eventos, CBMG e Guarda Municipal, a Coordenadora da Regional Pampulha, Neusa Fonseca, um representante da Secretaria Municipal Adjunta de Fiscalização, a representante da BHTrans, Celeida Batista, a gerente de Fiscalização, Rovena Nacif e os fiscais integrados.  

Na oportunidade, foi apresentada a equipe de Fiscalização que atua na Pampulha, as principais legislações que embasam o trabalho de um fiscal integrado e as atribuições dos Fiscais de Atividades Urbanas e Controle Ambiental.


De acordo com o diagnóstico apresentado, os problemas mais recorrentes na região da Pampulha são a desobediência à interdição de estabelecimentos comerciais; lotes vagos de construtoras falidas; obras e movimentação de terra irregular; terra e entulho depositados na via pública; poluição sonora. Devido à grande concentração de bares em importantes vias, o maior número de reclamações no Disque Sossego é para a poluição sonora.  O grupo discutiu sobre diversos assuntos como realização de eventos, casas de festas, etc, sendo abordada também a possibilidade de articular ações conjuntas de forma preventiva e corretiva de interesse das instituições presentes.


Já no dia 27/04, o encontro reuniu comerciantes da Avenida Guarapari para esclarecer dúvidas a respeito da Lei 9.505/09 que dispõe sobre o controle de ruídos, sons e vibrações no município de Belo Horizonte e a Instrução Normativa acerca do entretenimento. O objetivo do encontro foi discutir formas de harmonizar a convivência entre o comércio local e os moradores da região.  

Gerente de Fiscalização na Pampulha, Rovena Nacif explicou que é uma tarefa complexa a gestão urbana e ambiental em uma cidade como Belo Horizonte: “Temos grandes desafios a enfrentar. É preciso que haja o envolvimento de todos os órgãos de segurança, dentro e fora  PBH e ainda, da sociedade e do empresariado. Ou seja, envolver a todos: quem vive a cidade, quem produz, quem pensa, quem tem o poder de polícia. É fundamental trabalhar para que uma cidade empreendedora seja também uma cidade harmônica e segura”, disse.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Professores participam de formação pedagógica para a realização de eventos de caráter científico



As Feiras de Ciências podem ser entendidas como oportunidade para (re)construção do conhecimento, por meio da pesquisa, tanto de professores quanto de estudantes, uma vez que contribuem para a socialização e trocas de experiência de ensino-aprendizagem e conhecimentos diversos. 

Com a proposta de refletir sobre a importância de orientar e construir projetos de pesquisa com os estudantes e estimulá-los a participar de eventos de divulgação científica, a Escola Municipal Dom Orione realizou, no dia 11/04, a oficina de Formação Pedagógica sobre Feira de Ciências que teve a participação de trabalhadores em Educação e de estudantes. O convidado para coordenar a formação foi o professor dr. Paulo Cézar Santos Ventura, Consultor com ênfase em Educação Tecnológica, graduado em Física pela UFMG, pós-graduado em Física pela Universidade de São Paulo e com Doutorado pela Universidade de Bourgogne. 

O professor Paulo Ventura falou sobre a importância das Feiras de Ciências organizadas dentro e fora das escolas para motivar o aprendizado do aluno e divulgar temas científicos, atuais ou não, para a comunidade escolar. No processo de construção de um trabalho de pesquisa o professor ensina e aprende muito, pois realiza etapas muito importantes para produzir novos conhecimentos, como: definição de um tema de pesquisa que tenha relevância para comunidade escolar; definição da metodologia de pesquisa, ou seja, dos caminhos a serem percorridos durante a investigação; organização do trabalho; observação; investigação; adoção de critérios para a pesquisa utilizando a ética; experimentação e validação de resultados de cada fase da pesquisa. Tudo isso é feito com muito cuidado e dedicação para garantir total segurança e qualidade durante a elaboração da pesquisa. Por fim, é importante fazer uma boa apresentação e comunicar para a sociedade quais foram os resultados encontrados no processo de conclusão da pesquisa.

Para o professor de Geografia, José Álvaro Pereira da Silva, que atualmente está na coordenação pedagógica da escola e foi um dos organizadores da Formação, as feiras de ciências estimulam muito os alunos: “Só conseguimos aprender verdadeiramente quando colocamos em prática os conhecimentos adquiridos. Um trabalho de pesquisa amplia as situações de diálogo entre aluno e professor e possibilita diferentes situações de aprendizagem”, explicou. 

O professor ressaltou ainda outros aspectos positivos da realização deste tipo de trabalho, tanto para os professores quanto para os alunos: “Produzir um trabalho para uma Feira de Ciências melhora muito a autoestima dos estudantes, pois elas se sentem encorajadas a produzir conhecimento e comunicar os resultados encontrados durante o trabalho. Outro aspecto importante é que, com a pesquisa, o professor sente mais confiança no seu trabalho, pois observa os alunos mais motivados e com mais interesse em participar do processo de produção do conhecimento.” Para finalizar, o professor sorteou entre os participantes o livro Mistérios de Marte de sua autoria.



“Quando os professores estimulam os estudantes a produzirem um trabalho pesquisa, todos aprendem juntos, pois o caminho da pesquisa sempre produz conhecimentos novos.” É o que pensa a Diretora da escola Maria de Fátima Claudio Anselmo. “É através da pesquisa que o professor coloca em prática sua principal função: a de orientador do processo de ensino-aprendizagem – e não a de detentor absoluto do saber”, disse.

Para o professor José Álvaro, a formação alcançou o objetivo: “A avaliação e o envolvimento dos participantes foram importantes! Pretendemos dar continuidade com essa temática de Formação na perspectiva de que os professores se sintam estimulados a construir projetos de pesquisa com os estudantes e os estimulem a participar das Feiras de Ciências.”

A próxima formação acontecerá no dia 09/05 com o relato de experiência da história do Professor de Física Giezi Reginaldo, coordenador de vários projetos premiados pela UFMG, entre eles o da bicicleta inteligente, elaborado por estudantes de Prudente de Morais.