sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Centro Cultural Pampulha abre espaço para a exposição “Expressões do coração de um artista”



Flores, paisagens, céu, lua e emoção. Uma releitura da natureza sob a ótica do artista é o tema retratado nas telas que compõem a exposição “Expressões do coração de um artista”, que apresenta obras dos irmãos e artistas Edson José de Freitas e Sérgio Balbino de Freitas. A abertura aconteceu no dia 13/11, no Centro Cultural Pampulha (Rua Expedicionário Paulo de Souza, 185, Urca) e teve a presença de mais de 70 pessoas.

Com pinturas em óleo sobre tela, os artistas Edson e Sérgio de Freitas, assistidos do Núcleo Assistencial Caminhos para Jesus, retratam com grande emoção suas dores e alegrias experienciadas ao longo de 32 anos de vida institucional. Ambos, acreditando no poder transformador da arte como um recurso terapêutico, desenvolveram técnicas próprias para compor suas obras. Edson, com os poucos movimentos das mãos e Sérgio, com os pés, trabalham os pinceis com desenvoltura e provam que, apesar das limitações impostas pela paralisia cerebral, não foram impedidos de materializar o sonho de se tornarem artistas.

A abertura da exposição foi uma verdadeira celebração de cidadania, com a presença dos colegas da instituição, de pessoas com deficiência, da comunidade local e de profissionais de diversos setores e instituições parceiras, que se emocionaram e também se divertiram com boa música e um coquetel preparado especialmente para a ocasião. A surpresa da festa ficou por conta da apresentação de um Teaser promocional da exposição produzido pela equipe do Centro Cultural Pampulha, que foi motivo de grande emoção para os artistas e o público presente.

Esta é a 1ª exposição externa dos assistidos pelo Núcleo Assistencial Caminhos para Jesus, instituição que há 45 anos presta serviços à comunidade da capital. Para a Terapeuta Ocupacional Juliana Fonseca e a Assistente Social Tereza Zaidan, a exposição melhorou a autoestima dos artistas: “É muito gratificante para nós ver o resultado de um trabalho construído a partir de vivências, emoções e resgate de cidadania que, pela primeira vez, se concretizou na forma de uma exposição tão rica e bela, fora do ambiente institucional.”

Gerente do Centro Cultural Pampulha, Marcelo Derussi falou sobre a importância de se promover oportunidades iguais para todos os artistas: “Acessibilidade não é somente a construção de rampas de acesso e outras adequações no ambiente como a maioria das pessoas supõe. Vai além disso, pois passa também pela garantia de direitos iguais de promoção e difusão da produção artística de pessoas que, mesmo com limitações físicas, mostram tamanha sensibilidade por meio de sua arte. Esta é uma ação de respeito e cidadania”, concluiu.

A exposição “Expressões do coração de um artista” pode ser apreciada até o dia 12/12, no Centro Cultural Pampulha, das 9 às 18 horas. A entrada é gratuita. Mais informações: 3277-9292 ou ccp.fmc@pbh.gov.br.

Os artistas - Um pouco sobre Edson e Sérgio Freitas *
Edson José de Freitas, 45 anos e Sérgio Balbino de Freitas, 40 anos, vem de uma família de mais quatro irmãos, sendo que uma das irmãs, Maria Helena, 50 anos, também reside no Núcleo Assistencial Caminhos para Jesus, instituição que os acolheu há 32 anos, desde o dia 31/08/1982. Os três irmãos são sempre muito companheiros e apesar do pouco convívio com a família, mantém um total respeito e admiração por eles, ensinamentos aprendidos com os pais, seu Josias e D. Bárbara, já falecidos.

Edson e Sérgio são pessoas de muita fé e determinação e, mesmo as limitações físicas decorrentes da paralisia cerebral, não os impede de alçar voos e ir atrás de seus sonhos. A ausência da fala também não impede o diálogo com quem os cerca. Ambos utilizam, com total domínio, a prancha de comunicação alternativa para interagirem com as pessoas que os cercam.

A pintura tem um significado especial na vida dos irmãos, pois possibilita a expressão de seus mais profundos sentimentos. Sérgio usa os pés para expressar sua arte e é dotado de uma percepção e sensibilidade incomparáveis. Edson, além da pintura, compõe músicas evangélicas.

Com o auxílio técnico da artista plástica Maria José Milagres, voluntária do Núcleo Assistencial Caminhos para Jesus, e o suporte da Terapia Ocupacional e do Serviço Social da instituição, Edson e Sérgio usam a pintura como recurso terapêutico e, assim, reescrevem suas histórias e encontram forças para superar os desafios que a vida lhes colocou pelo caminho.

* Texto fornecido pela instituição Núcleo Assistencial Caminhos para Jesus (Adaptado)

Escola Municipal Francisca Alves promove mostra cultural



A Escola Municipal Francisca Alves (Avenida Santa Terezinha, s/n, Santa Terezinha) realizou, no dia 1° de Novembro, mais uma Mostra Cultural. O evento acontece anualmente com um grande envolvimento dos estudantes, famílias, profissionais da escola e comunidade. Aproximadamente 400 pessoas estiveram presentes na escola.

A escola foi palco para várias atividades e apresentações artísticas. Dança do grupo de Hip Hop Spin Force Crew. Exposições dos trabalhos que os alunos desenvolveram em sala de aula. Premiação do campeonato de dama. Oficinas de penteados afro. Lançamento da apostila de recreação do 3º ciclo. Orientações quanto à saúde, medição da pressão arterial pelos profissionais do Programa Saúde na Escola e assembleia para a posse dos membros do grêmio estudantil Avante EMFAL.

Coordenadora do Programa Escola Integrada na Pampulha, Marília Tavares ressaltou a importância do encontro de gerações: “A mostra apresentou os trabalhos desenvolvidos na escola, incluindo a integração escola-família. Me chamou a atenção a apresentação de um grupo de Hip Hop que teve a participação do pai de uma aluna, propagando a cultura e as quatro gerações que compõem o grupo”, disse.

Diretora da escola, Maria Helena Sant’Ana disse que a mostra tem como objetivo expor um pouco dos trabalhos realizados por professores e alunos durante todo o ano letivo. “É uma síntese dos conteúdos e projetos desenvolvidos na escola, objetivando colocar os estudantes em cena”, finalizou.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Pampulha comemora Dia da Consciência Negra




A Regional Pampulha, por meio do Centro de Apoio Comunitário (CAC) São Francisco e do Espaço BH Cidadania Santa Rosa, realizou, no dia 20/11, no salão de festas do CAC (à rua Aveiro, 191, São Francisco), o evento Chá de Consciência Negra, uma importante atividade para a sensibilização dos presentes, visando a promoção da igualdade racial. Compareceram mais de 200 pessoas, entre usuários do CRAS Santa Rosa e CAC São Francisco, convidados, e crianças atendidas pela creche comunitária Sementes do Amanhã.

A programação estava bem diversificada. O público interagiu com a contação de histórias para crianças pequenas realizada pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da Providência Nossa Senhora da Conceição, com o contador de histórias Evandro Nunes. A arte educadora Tânia Tadeu fez apresentação de músicas da cultura africana, incentivando todos a dançar e cantar o coro das músicas. Alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), sob a coordenação da professora Lurdinha, proporcionaram um momento literário com leitura dos poemas “Minha alma”, “XX de novembro” e “A cor da gente”, este último uma produção coletiva da turma. Apresentação de roda de capoeira e maculelê pelo Grupo Ojuram Capoeira. Desfile de penteados afro com as alunas do curso de cabeleireiros do CAC São Francisco.

O evento contou ainda com a roda de conversa conduzida pela psicóloga e militante do movimento negro, Ivanete Cordeiro. Mostra da Oficina de Horta em locais alternativos dos trabalhos confeccionados pelos diversos grupos realizados no CRAS Santa Rosa e CAC São Francisco. Para finalizar, todos se deliciaram com broa de milho, pipoca, biscoito de polvilho, chá e suco de erva-cidreira, autênticos representantes da culinária africana. Aluna do curso de cabeleireiro Adriana da Silva Asevedo participar de um evento como este foi muito prazeroso: “Foi sensacional. Pude entender melhor sobre o preconceito racial. Além disso, fazer as tranças para o desfile trouxe um resgate da cultura afro. Me senti elegante e bonita, valorizando assim a cultura negra”, disse.

Para Maria Célia Nogueira e Emília Mota, organizadoras do evento, o objetivo foi alcançado: “A discriminação racial ainda é uma realidade na nossa sociedade, portanto a realização de eventos como este nos equipamentos das Políticas Sociais reafirma o compromisso do poder público municipal em combater práticas preconceituosas e racistas, mostrando toda a riqueza e beleza da cultura afro-brasileira.”