quarta-feira, 11 de junho de 2014

Plano de Mobilidade Urbana para a Copa do Mundo é apresentado na Pampulha



Com o objetivo de conhecer as ações previstas no Plano de Mobilidade Urbana do entorno do Mineirão para os jogos da Copa do Mundo 2014 que serão realizados aqui em Belo Horizonte, mais de 50 pessoas, entre gerentes e funcionários da Regional Pampulha, se reuniram, no dia 22/05, no auditório da Regional (Avenida Antônio Carlos, nº 7.596, São Luís).

Assessor da Presidência da BHTrans e gerente do Projeto de Mobilidade para a Copa, José Gabriel Gazolla Teixeira, apresentou o plano que contempla, dentre outros itens, o calendário dos jogos, os serviços de transporte público que poderão ser utilizados pelos turistas e moradores de Belo Horizonte, a operação de trânsito nos bairros adjacentes ao Mineirão, os serviços que serão oferecidos no terminal da Copa e, inclusive, o shuttle de pessoas com mobilidade reduzida. “A Copa das Confederações em 2013 nos trouxe grande experiência no que diz respeito às questões de mobilidade urbana. Tentamos pensar em todas as variáveis para garantir que tudo transcorra da melhor forma possível”, disse.

O público presente teve suas dúvidas esclarecidas quanto às rotas exclusivas de pedestres, às áreas de restrição no entorno do estádio do Mineirão e, principalmente, quanto aos critérios para receber as autorizações de acesso a estas áreas. Gerente de Operações da Secretaria Municipal Extraordinária para a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 (SMCOPA), Alexandre Hill Maestrini informou sobre os Pontos de Verificação Veicular (PVVs), destacando a qualidade do Plano: “Vamos fazer a melhor Copa possível. Este é um plano modelo em que todas as exigências foram atendidas. Estamos preparados para receber bem o turista e promover Belo Horizonte internacionalmente.”

Secretário de Administração Regional Municipal Pampulha, Humberto Pereira falou sobre a importância de todos os setores trabalharem em parceria: “A Pampulha é o cartão postal de Belo Horizonte. Estamos trabalhando em conjunto para oferecer serviços de qualidade para quem vier assistir aos jogos”, finalizou.

Tráfico de Pessoas e Exploração Sexual é tema de seminário na Pampulha




Com o objetivo de promover o debate e a reflexão acerca dos possíveis desdobramentos e consequências sociais que a realização de grandes eventos internacionais pode apresentar no incremento da exploração sexual e o tráfico de pessoas na cidade de Belo Horizonte, a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Regional Pampulha, em parceria com a Pastoral da Mulher BH - Unidade Oblatas em MG, realizaram, no dia 15/05, no auditório da Fundação João Pinheiro (Alameda das Acácias, nº 70, São Luís), o seminário Tráfico de Pessoas e Exploração Sexual.

Gerente de Promoção da Secretaria Municipal Extraordinária para a Copa do Mundo (SMCOPA), Glauco Carvalho fez a abertura do evento para mais de 160 pessoas, entre representantes do poder público e sociedade civil, destacando os impactos positivos que um evento de repercussão internacional como a Copa do Mundo traz para a cidade: “Belo Horizonte está na rota do turismo internacional, o que representa uma grande oportunidade de divulgação da capital mineira. Queremos internacionalizar BH de maneira positiva”, disse.

A seguir, os participantes assistiram à palestra “A lógica das ruas e a lógica do Estado” do sociólogo, mestre em Ciências Políticas, Doutor em Ciências Sociais e especialista em educação participativa, Rudá Ricci, que falou sobre o papel do Estado diante das diversas formas de manifestações públicas. “O sentimento de desigualdade cria uma sociedade tensa em que a rua é o espaço da polifonia. Precisamos entender o que é nosso país hoje para construir um país público que trate o brasileiro como brasileiro.”




1º debate: “Impactos da Copa do Mundo em Belo Horizonte”

A primeira mesa de debate foi composta por Anna Christina Pinheiro (Coordenação da Saúde da Criança e Adolescente da Secretaria Municipal de Saúde e Referência Técnica em DST/AIDS), pelo Cel. Wilson Chagas Cardoso (Assessor de Segurança e Inteligência da Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo – SECOPA) e Aparecida Vieira (Presidente da Associação das Prostitutas de Minas Gerais – APROSMIG). Cada um dos integrantes analisou os possíveis impactos da Copa do Mundo em Belo Horizonte na perspectiva de sua área de atuação.

Anna Christina Pinheiro explicou sobre o funcionamento da rede municipal básica de saúde, esclarecendo como deve ser feito o acolhimento das pessoas vítimas de violência sexual: “Os serviços de urgência já estão treinados e preparados para o acolhimento e atendimento de vítimas, se houver. É preciso identificar e saber orientar a pessoa para o correto atendimento”, disse. Presidente da APROSMIG, Cida Vieira apresentou o perfil das profissionais do sexo, lembrando que a Associação luta pela defesa dos direitos e saúde integral das mulheres em situação de prostituição. Responsável pelo acompanhamento do projeto Segurança na Copa do Estado de Minas Gerais, o Cel. Wilson Chagas lembrou que a Copa das Confederações trouxe importantes experiências para o setor de segurança pública que permitiram aprimorar o planejamento para a Copa do Mundo no que diz respeito não só a segurança, mas também a mobilidade urbana, saúde, entre outros: “Estado e município estão trabalhando de forma integrada. Teremos um grande legado na estruturação, capacitação de pessoal, logística, etc. É a união de todos os planejamentos que faz a nossa força.”

2º debate: Enfrentamento à violação de Direitos e tráfico de pessoas

Com o tema “Desaparecidos e Tráfico Internacional e Interno de Pessoas”, a Delegada Chefe do Departamento de Investigação de Homicídios e de Proteção à Pessoa Desaparecida (DHPP) da Polícia Civil, Dra Cristina Coelli falou sobre o tráfico de pessoas, explicando o conceito de desaparecimento, a estrutura de atendimento dos casos, situações de alerta, tipos e causas do tráfico, entre outros. “O desaparecimento é um fenômeno invisível, que não deixa evidências ou vestígios do delito, por isso é considerado complexo, dinâmico e transnacional. Além disso, em muitos casos, a pessoa traficada não tem consciência de que é vítima e de que seus direitos estão violados.” Para a Delegada, a redução da criminalidade está na base familiar, o que justifica investir mais em educação, saúde e social como forma de prevenção do que em segurança como forma de repressão. Dra Cristina falou ainda sobre o Projeto “Alerta Minas” da Polícia Civil que visa atender e apurar o desaparecimento e o tráfico de pessoas em trabalho articulado que integra os 853 municípios mineiros. “Todos devem estar conscientes e informados sobre a questão do tráfico. Precisamos estar de mãos dadas para o enfrentamento e a repressão ao tráfico de pessoas”, concluiu.

Na sequência, foi composta a 2ª mesa de debates com os seguintes integrantes: Helyzabeth Campos (Programa de Ações Integradas e Referenciais de Enfrentamento à Violência Sexual Infanto-Juvenil - PAIR), Letícia Barreto (Gerente do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas – NETP-MG), Vanessa do Carmo (Jovens Com Uma Missão – JOCUM), Lucinete dos Santos (Assistente Social na Pastoral da Mulher) e Bárbara Furgal (Rede Um Grito Pela Vida). Cada participante falou sobre as instituições que representam, as ações e os projetos para o enfrentamento à violação de direitos de vulneráveis. Atuante na área de defesa dos direitos da criança e do adolescente, Beth Campos explicou que a violência contra crianças causa traumas que geram psicopatologias diagnosticadas em adultos: “A violência sexual contra crianças e adolescentes impacta na economia e na saúde do país. Uma criança que sofreu qualquer tipo de abuso pode se tornar um adulto problemático. Por isso, o mais importante é a prevenção. Se a família não cumpre seu papel, a sociedade e o Estado devem fazê-lo.”

Coordenador da Pastoral da Mulher BH – Unidade Oblatas em MG, José Manuel Lázaro achou que o evento teve enorme sucesso: “O público lotou o auditório. Foi uma ocasião excelente para debater os possíveis impactos da Copa em relação ao tráfico de seres humanos e a exploração sexual. O seminário serviu para sensibilizar entidades públicas e privadas e a sociedade em seu conjunto, a propósito destes graves fenômenos de violações da dignidade humana”, disse.

Gerente de Políticas Sociais na Pampulha, Heliane Guadalupe avaliou como positivo o resultado do seminário, destacando que cada participante pode exercer o papel de multiplicador: “Precisamos conhecer as políticas públicas municipais e identificar as possíveis violações de direitos dos segmentos vulneráveis socialmente como as crianças, os jovens, os idosos. A violência contra a mulher, a homofobia, tanto quanto a mobilidade urbana são temas do interesse de todos. Cada um deve pensar o que pode fazer para contribuir de maneira proativa”, finalizou.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Baile no CAC Serrano em homenagem a mães



O Centro de Apoio Comunitário (CAC) Serrano (Rua Tocantins, 445, Conjunto Celso Machado, no bairro Serrano) realizou, no dia 16/05, mais um baile que, neste mês, homenageou as mães. Compareceram aproximadamente 120 pessoas.

O evento contou com a participação do cantor Hugo César que conduziu o baile ao som de boleros. O grupo Danç'Arte do CAC, coreografado pela professora de dança Neusa Santos, prestou homenagem às mães com as canções "Ave Maria” e “Cuida do meu coração". Foram distribuídos bombons, brindes e lembrancinhas. Ao final, um carro de som aumentou a festa com mensagem ao vivo e foguetes.

Gerente do CAC Serrano, Celma Levy Januário relatou a sensibilidade, alegria e a participação das famílias para a homenagem às mães: “É muito gratificante. Nos leva à reflexão do trabalho prestado pela equipe do CAC”, disse.