sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Vigilância Sanitária realiza ações fiscais na Pampulha

 
A Secretaria Regional Pampulha, por meio da Gerência Regional de Vigilância Sanitária (GERVIS-P), realizou uma ação fiscal com vistoria no comércio ambulante de alimentos durante o “Show de Fogos Alterosa 2012”, na virada do ano.
 
Na ação, os fiscais avaliaram diversos itens como as condições de higiene das barracas e dos vendedores, a temperatura, manipulação e acondicionamento dos alimentos, o tipo de produto oferecido, entre outros. Como resultado, foram apreendidos 70 kg de alimentos impróprios para consumo, além de dois recipientes de água inadequados para armazenamento.
 
Wagner Cândido, fiscal sanitário na Pampulha, explicou que este tipo de ação é muito importante para prevenir agravos à saúde da população como as doenças transmitidas por alimentos (DTAs), caso as regras de higiene não sejam atendidas.
 
Wagner informou sobre a necessidade de acondicionamento e manipulação de alimentos de forma segura, respeitando a temperatura ideal para cada tipo de alimento, a fim de evitar os riscos de contaminação. “Alimentos quentes devem ser mantidos em temperatura acima de 60º e os frios, abaixo de 10º. Quando as normas não são cumpridas, os alimentos são apreendidos”, ressaltou.
 
A Vigilância Sanitária exerce ainda o papel de orientar comerciantes quanto às condições adequadas de manipulação de alimentos. As vistorias, realizadas diariamente na região da Pampulha, abrangem a venda de alimentos durante eventos e em diversos tipos de estabelecimentos como bares, restaurantes, hotéis, motéis, padarias, etc. Para fazer denúncias ou reclamações sobre algum estabelecimento, o cidadão deve ligar para o telefone 156

Escola Municipal Marlene Pereira Rancante conclui Projeto Afro

 
Com o foco nas questões de promoção da igualdade racial entre seus alunos, a Escola Municipal Marlene Pereira Rancante concluiu o Projeto Afro, iniciado em agosto de 2012 com o objetivo de ensinar sobre a cultura africana e afro-brasileira, trabalhando com as diferenças, riquezas e a autoestima das crianças afrodescendentes.
 
Durante quatro meses, os estudantes participaram de atividades diversificadas como oficinas de máscaras africanas, confecção de sacolas temáticas e Abayomis (bonecas de pano artesanais), elaboração de murais temáticos contando a história da África e da Bonequinha Preta, criação de dicionário com palavras de origem africana e palestras com o coreógrafo Evandro Passos.
 
O professor e atual coordenador da escola, Welington Ramos Guimarães, falou da necessidade de se desenvolver um trabalho voltado para as Relações Étnico-raciais: “Queremos mostrar para nossas crianças como a cultura africana e afro-brasileira são importantes para o nosso país. Após este projeto, percebemos melhorias nas relações interpessoais entre os alunos” disse.
 


Aproximadamente 400 alunos participaram do projeto. Para a aluna Bárbara Christina Lopes Hoffman, 12 anos, a experiência foi muito boa: “O Projeto Afro 2012 nos deu a chance de conhecer melhor o continente africano, fazendo com que tirássemos as ideias negativas sobre ele. Com as oficinas, aprendemos mais sobre a cultura afro, como as comidas típicas e palavras africanas presentes na língua portuguesa. Eu acho que todas as escolas deveriam participar deste projeto, para que outras pessoas possam aprender mais sobre a África”, declarou.
 
As professoras Emiliana Neves Silva Melo e Márcia Boaventura Silva de Souza trabalharam a temática do projeto com as turmas do 1º ciclo a partir da história da “Bonequinha Preta” da autora Alaide Lisboa de Oliveira. Foi disponibilizado um modelo da boneca, protagonista da história, que visitou a casa de vários alunos. A aluna Victória Sarah, 8 anos, aprovou a ideia: “Gostei muito do projeto da Bonequinha Preta. Eu levei a boneca para minha casa, dei banho nela, vi Carrossel com ela e li sobre ela na internet. Foi muito legal.”
 
Para o professor Sidnei Marinho de Souza, é fundamental implementar na prática ações que promovam a igualdade racial nas escolas e em todos os seus públicos: “Toda a escola precisa trabalhar com a temática e não apenas os professores de História e Artes. Pois quebrar preconceitos é um trabalho árduo que exige dedicação cotidiana, principalmente para produção de materiais e formação.”
 
A proposta do professor Welington Guimarães é dar continuidade a esta temática ao longo de 2013.
 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Centro de Saúde Ouro Preto sensibiliza funcionários para a importância do aleitamento materno


Com o objetivo de contribuir para aumentar os índices de aleitamento materno junto às suas usuárias, o Centro de Saúde Ouro Preto realizou, no dia 25 de janeiro, a atividade “Sensibilização ao aleitamento materno” para os profissionais de saúde que atuam naquela unidade. 
Participaram diversos profissionais das equipes de Saúde da Família como médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, agentes comunitários de saúde (ACS), agentes de combate a endemias (ACE), psicóloga, odontólogos, estagiárias do programa “Posso Ajudar”, funcionários da portaria, dos serviços gerais e guardas municipais, totalizando 35 pessoas.
O encontro, coordenado pela médica pediatra Dra. Mysia Regina Menezes Cândido Ferreira, contou com a colaboração das enfermeiras Stefânia Gomes Costa, Fernanda Beatriz Ferreira Gomes e Sandra Quintão; da médica generalista da Equipe de Saúde da Família Dra Karine de Andrade Silva e da cirurgiã-dentista Renata Carvalho Portes Lopes que abordaram sobre o tema, esclarecendo dúvidas e incentivando a participação dos funcionários.

A Dra Mysia Regina explicou que, dentro do contexto da Política Nacional de Promoção, Proteção e Apoio ao Aleitamento Materno, esta é a única medida isolada capaz de reduzir a morbi-mortalidade infantil: “Queremos que todos os funcionários da unidade de saúde sejam capazes de esclarecer dúvidas sobre o aleitamento materno para que possam motivar as mães para esta importante prática que, além de promover a saúde física e psíquica, reduz a mortalidade infantil”, disse.
Para o encerramento da atividade, houve a apresentação do grupo de teatro do Centro de Saúde Ouro Preto, ACSai e anda sem parar, com a história de uma mãe adolescente que não concordava em amamentar o filho recém nascido, mas que muda seu comportamento após compreender a importância deste ato de amor. O grupo de teatro é composto por agentes comunitárias de saúde e foi dirigido pela psicóloga Pricila Maria Leão Soares.