sexta-feira, 6 de maio de 2011

Diminuem os casos de dengue na Pampulha

  
Dos 642 casos confirmados de pessoas acometidas com a dengue nas nove regiões do município de Belo Horizonte, no período de 1º de janeiro a 2 de maio deste ano, a Pampulha foi a que registrou o menor número: 39, segundo planilha de controle da doença da Secretaria Municipal de Saúde. É a confirmação do efeito que vem surtindo as ações de combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor da doença, pela Gerência de Zoonoses da Regional Pampulha, a exemplo da realizada ontem, quando 200 alunos de três escolas municipais participaram da 1ª Passeata com Apitaço contra a Dengue no bairro Santa Amélia e região. Outra ação de comprovada eficiência no combate à doença, em que participaram alunos de três escolas, é o Projeto Pet sem Dengue que recolheu nada menos que 17.890 garrafas pets durante o mês de abril.

A 1ª Passeata com apitaço contra a Dengue teve percurso a partir da Avenida Portugal, 3.377, seguindo pela Avenida Ministro Guilhermino de Oliveira, rua Dr. Jeferson de Oliveira, Avenida Guarapari com final na Praça Iron Marra, no bairro Santa Amélia. Os alunos das escolas municipais Amilcar Martins, Lídia Angélica e José de Madureira Horta gritavam slogans pedindo à população todo cuidado com a dengue, doença que tem matado várias pessoas. A ação das crianças chamou a atenção dos moradores no percurso da passeata, bem como de motoristas que transitavam pela região. Portando faixas, cartazes e balões coloridos, a meninada se animava a cada etapa do percurso em que recebiam apoio e manifestação de carinho de várias pessoas.

Para a diretora da Escola Municipal Amilcar Martins, Cláudia Prais, aquele momento representava a sensibilização dos alunos, de seus familiares e de moradores da região do bairro Santa Amélia no sentido de evitar até mesmo tampinha de garrafas com água parada, o que constitui foco para a desova do mosquito. Entre as professoras que organizaram a passeata, uma das mais animadas era Adriana Cíntia Pereira que comandou os slogans repetidos pela criançada como o “Xô Dengue”.

Pet sem Dengue


No Projeto Pet sem Dengue 2011, promovido pelas equipes de Saúde da Família (PSF) do Centro de Saúde Dom Orione, em parceria com o Conselho Local de Saúde, Gerência de Zoonoses Pampulha, Reciclagem e Garrafaria Castelo, Look Fest e Grupo de Teatro Mobiliza SUS, alunos de uma escola municipal, uma estadual e outra particular recolheram 17.890 garrafas pet. O destaque ficou para a criançada da Escola Municipal Dom Orione que recolheram 16.510 garrafas, seguidos pelos alunos da Escola Estadual Francisco de Menezes com 1.342 garrafas e do Colégio Dom Carlos Sterpi, com 38.

O objetivo do Projeto Pet sem Dengue é o de desenvolver ações de prevenção e promoção da saúde contra a Dengue envolvendo crianças e adolescentes das escolas da região da Pampulha através de educação e mobilização. Com a ação de recolhimento de garrafas pet, visando o combate às larvas do mosquito, o objetivo é a criação de vínculos e parcerias entre as instituições públicas, privadas e sociais na união de forças contra a Dengue dentro do slogan: “Unir, Conscientizar, Sensibilizar e Promover”. O encerramento do Projeto Pet sem Dengue está previsto para o dia 10 próximo, às 14 horas, no auditório da Escola Municipal Dom Orione, na Rua Expedito Benvindo de Lima, 500, bairro Ouro Preto, na Pampulha.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Fisioterapia faz bem às comunidades da Pampulha


Dedicação e paciência tem sido a aplicação básica no trabalho desenvolvido pelos estagiários do 9º período da faculdade de Fisioterapia da UNIBH no Centro Comunitário do Bairro Universitário, região da Pampulha. Atendendo a uma média de 50 pacientes das comunidades dos bairros Dona Clara e Universitários, dentro da disciplina Saúde Coletiva e Preventiva, os alunos são renovados de semestre em semestre. Para os usuários tem sido uma forma de vivenciarem nova forma de atendimento mais humanizado e integrado dentro dos padrões de atenção primária á saúde, como entendem as professoras Taise Lima e Ana Paula de Lima. Já para os alunos, este estágio é considerado muito importante pela experiência adquirida no dia a dia durante seis meses.

Para a estagiária Virgínia Helena, a diversidade dos trabalhos e as aplicações das técnicas terapêuticas são as novidades. Ela destaca que “aprendi a focar não só a doença, mas no indivíduo como um todo.” Como recado aos colegas diz: “Que Deus possa iluminar os caminhos de vocês e que todos alcancem seus objetivos.” Por sua vez, o estagiário Guilherme Gebara fala de sua experiência: “Pude perceber que as pessoas vêm procurar não só tratamento, mas também a convivência com os demais.” 

A usuária do Centro de Saúde do Bairro Universitário, Maria do Rosário Lages, que faz acompanhamento nos grupos de fisioterapia há cinco anos e se diz satisfeita com os trabalhos desenvolvidos pelas professoras e alunos de Fisioterapia da UNIBH, “todos os que passaram por aqui foram espetaculares. Eu tinha um problema no braço e fui curada, a Virgínia cuidou do meu joelho e ele está ótimo. Todos são muito prestativos.” Outro usuário ativo na fisioterapia é Pedro Parreira de Souza dá seu depoimento sobre a atuação dos alunos e professores: Em minha opinião, esta foi a melhor turma de estagiários. Agradeço a todos pelo carinho e paciência.”

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Melhoria nos Centros de Saúde é discutida na Pampulha



Tornar o público para trabalhadores e representantes das Comissões Locais de Saúde o diagnóstico que aponta a situação da infra-estrutura das unidades básicas da saúde. Explicar a metodologia aplicada para essa avaliação e validar as propostas do Projeto de Qualificação da Infraestrutura da Atenção Primária à Saúde de Belo Horizonte-PPP foram os objetivos da reunião realizada no último dia 26, no auditório da Regional Pampulha.

Aproximadamente 65 pessoas, entre gerentes e enfermeiros de centros de saúde, agentes de zoonoses, representantes do Conselho de Saúde Pampulha, usuários do SUS/Belo Horizonte e trabalhadores da Rede Municipal de Saúde, participaram das discussões, apontando sugestões e levantando questões a serem consideradas neste mega projeto que propõe a modernização dos atuais 147 centros de saúde da cidade.

Denise Viana Amador, coordenadora do Projeto, explicou que com a PPP será possível adequar a área física e equipamentos dos centros de saúde, proporcionando melhores condições de trabalho à equipe de saúde: “O projeto está focado principalmente na estrutura física, mas esbarramos também na questão da organização. As normas técnicas serão aplicadas para adequação das estruturas já existentes e serão feitas intervenções em várias unidades, considerando espaço físico, logísticas, entre outros”, disse.

O objetivo do PPP é aumentar a satisfação dos usuários dos serviços de saúde de Belo Horizonte, através do aprimoramento da qualidade dos serviços prestados à população nos centros de saúde e potencializar os esforços da Secretaria Municipal de Saúde para a melhoria da rede municipal. O convênio é firmado entre a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), o International Finance Corporation (IFC), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Maristela Nascimento Silva, gerente do Distrito Sanitário Pampulha, destacou a maturidade das discussões: “É importante perceber na participação destas pessoas um grau de maturidade, demonstrando preocupação com a forma de aplicação do recurso”, aponta. Para Sângela Márcia Hilarino (foto ao lado), membro do Conselho de Saúde Pampulha, o momento é de se conscientizar sobre as responsabilidades dos atores sociais : “Este é um momento histórico. Precisamos inaugurar uma nova era onde a responsabilidade seja de toda a cidade, mas incorporando primeiro a responsabilidade da gestão”.

A PPP contemplará investimentos em infraestrutura, manutenção e operação de serviços não clínicos, tais como segurança, manutenção predial, lavanderia, fornecimento e logística de materiais e medicamentos e esterilização em vários centros de saúde na cidade. Na Pampulha, pelo menos seis dos nove centros de saúde serão reconstruídos. O investimento privado deverá ser da ordem de R$ 200 milhões.