sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Parceria entre Regional Pampulha e UFMG no combate à dengue

No dia 2 de dezembro, a Gerência de Controle de Zoonoses da Regional Pampulha, em parceria com o Departamento de Gestão Ambiental* da Universidade Federal de Minas Gerais(UFMG), realizou um grande mutirão de combate e prevenção à dengue em toda a área daquela instituição de ensino. Dezenas de agentes da Prefeitura de Belo Horizonte participaram da ação, fazendo a limpeza das matas e colocando inseticida nos locais que acumulam água, como ocos de árvores e bueiros.

 A bióloga Cristina Marques Lisboa, uma das coordenadoras da atividade, conta que o mutirão é fruto de várias reuniões, que definiram ações de combate à dengue. “Além dos agentes e coordenadores, contamos com o apoio de pessoas da Varrição e Jardinagem, então são quase 200 pessoas envolvidas numa ação de um único dia”, conta Cristina. Segundo ela, a UFMG tem áreas com consideráveis focos da doença e, por isso, na volta às aulas haverá um novo mutirão, com outras atividades de conscientização.

Para Feliciano da Piedade Lúcio, que trabalha na UFMG como encarregado de instalações hidráulicas, a ação é imprescindível para não deixar que a epidemia volte. Além disso, ele aponta que os cuidados devem ser constantes: “As pessoas aqui não são preocupadas com a limpeza. As pessoas têm que ficar vigilantes, porque aqui é muito grande”, disse. O gerente de Zoonoses da Regional Pampulha, Cristiano Fernandes, conta que os cuidados são reforçados no período chuvoso: “No período de chuvas, as ações em algumas áreas são intensificadas e a UFMG é uma delas”, conta. O mutirão é realizado de duas á três vezes por ano e um agente permanece na instituição nos 12 meses.

Costumes africanos destacados na Pampulha

No dia 03 de dezembro, a Regional Pampulha foi agraciada com os batuques do grupo de Percussão Toque Afro, da Escola Municipal Professora Alice Nacif, comandados pela agente cultural Martinha. Dezenas de crianças, em posse de tambores e baquetas, tocaram e cantaram músicas africanas. Os trajes típicos completaram a apresentação cultural, que abriu a “Ação de Formação para a Igualdade Racial”. O evento foi realizado pela Gerência de Educação, por meio da gerente Romênia Ayla Morais e das professora acompanhantes do projeto pedagógico Marília Tavares e Rosane Pires. A atividade faz parte da programação do mês da Consciência Negra, que começou em novembro, com o objetivo de promover a conscientização nas relações étnico-raciais.

Funcionários da Educação, professores da rede municipal de ensino e representantes das Unidades Municipais de Educação Infantis (UMEIs) participaram da reunião, que teve como foco as Africanidades Literárias. A educadora e cantora Elzelina Dóris apresentou o projeto Cantando a História do Samba, que visa levar esse estilo musical às novas gerações, através de atividades educativas integradas às aulas. Dando prosseguimento à programação, houve contação de histórias realizada pela professora Maria Edite Rodrigues e exposição dialogada com as professoras Maria do Carmo Barbosa e Rosália Diogo, seguida de debate entre os participantes.

A Escola Municipal Santa Terezinha doou lanche: café com broa de fubá, representando os costumes afro, além do tradicional pão e queijo. Trabalhos artesanais das escolas, UMEIs e da creche Sementes do Amanhã estiveram expostos no espaço Inspirarte da Regional, mostrando a religiosidade, cultura e lazer do povo africano. Encerrando a programação da atividade, a UMEI Castelo fez apresentação de Samba do Castelo, com a Turma da Girafa Tem no Pé, além de oficina ministrada pela professora Rosane Pires.

Vila Santa Rosa é colorida por jovens

Uma casa vermelha. A pintura de cor viva é complementada pelo desenho de um peixe. Esse conjunto torna a entrada da casa de dona Nadege Aparecida do Nascimento um ponto de destaque para quem chega à Vila Santa Rosa. Há pouco, quem passava por lá encontrava uma parede rosa de tom bem claro. Outros seis vizinhos encontram uma fachada, verde, azul ou mesmo amarela quando voltam em casa. A invasão de cores na comunidade é resultado da oficina de pintura realizada por 16 participantes do programa Pró-Jovem Adolescente. Até o dia 8 de Dezembro, meninos e meninas com idade de 15 a 17 anos seguem deixando a vila onde vivem mais bonita e fortalecendo o relacionamento entre os vizinhos. Quem garante o aumento da proximidade entre eles é a dona de casa Nadege, moradora há 14 anos no local. O esforço dos meninos e a qualidade do trabalho foram reconhecidos com elogios e um lanche especial preparado por ela como agradecimento. “Eu adoro vermelho. O pessoal me procurou pedindo para eu escolher a cor e o desenho, mas eu disse que eles poderiam definir. O resultado foi maravilhoso”, comenta.

Os artistas foram orientados por Fabiano Valentino, também chamado de Pelé. O professor de pintura apresentou a cada um o universo de tintas, pincéis e texturas. Também colocou a moçada para exercitar a criatividade.“Alguns tinham um pouco de dificuldade para criar os desenhos. Como percebi que eles gostavam muito de figuras relacionadas a tatuagem, trouxe umas revistas sobre o assunto e elaboramos as ideias juntos”, conta. E a relação entre os desenhos e as tatuagens parece não estar apenas na escolha de figuras de peixes, flores e paisagens que decoram as casas. O trabalho deixa, também, marcas que permanecerão por muito tempo nos jovens pintores e na vila. A estudante de 16 anos, Taís Cristina de Souza, já imagina como dar sequência ao que foi aprendido quando terminar a oficina. “É bom aprender coisas novas e todo mundo na comunidade está achando legal. Eu gosto de desenhar e pretendo fazer outras coisas relacionadas a isso mais pra frente”, disse.

Quanto ao que ficará marcado na Vila Santa Rosa, basta chegar até lá para ver a alegria transmitida por cores vibrantes que preeenchem os muros, o entusiasmo de quem passa a viver em uma casa mais bonita e a satisfação daqueles que fizeram um trabalho elogiado. A analista de políticas públicas do CRAS Santa Rosa, Shirly Ferreira, conta que a ideia para fazer a oficina surgiu no primeiro semestre de 2010 e devido ao interesse dos participantes teve sequência. “Nas oficinas, buscamos um equilíbrio entre o desejo deles e os objetivos do programa. Os adolescentes pediram a continuidade da oficina o que é interessante porque mostra a vontade de intervir onde eles moram. Um desejo de mudança.”


Além da oficina de pintura, o programa Pró Jovem Adolescente oferece a meninos e meninas com idade entre 15 e 17 anos, beneficiados pelo programa Bolsa Família, oficinas de esportes, oportunidade para discussões sobre saúde e sexualidade, visitas orientadas a espaços da cidade e conversas a respeito de outros temas de interesse dos participantes. É um programa do Governo Federal executado pelos municípios por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social. Na Vila Santa Rosa, o trabalho é desenvolvido pela parceria entre a PBH, por meio do CRAS Santa Rosa, e o GEDCOM.